Algumas pessoas nunca prestam atenção às próprias experiências

Quando eu era um jovem padre durante um tempo de revoltas sociais e eclesiais havia uma frase que pegou em mim: “Eu tive 40 anos de experiência….” Eu mais frequentemente ouvia isso como um sacrifício de algumas novas correntes sociais e eclesiais. Uma variação disso é que “nós sempre fizemos isso dessa forma!”

  • Facebook
  • Twitter
  • Google+
  • Pinterest
  • Print or Email

Levou um tempo para eu descobrir que esse velho padre não teve 40 anos de experiência. Ao contrário, ele teve um ano de experiência repetida 40 vezes. Era uma experiência a qual ele nunca prestou atenção. De certa maneira, eu reagi a isso por 50 anos. Frequentemente as pessoas veem apenas ameaças e problemas, raramente oportunidades.

Na verdade, eu recentemente escutei de um bispo que fez uma palestra em preparação para o Sínodo da Juventude. Em vez de escutar os seus jovens ministros, ele passou o tempo falando-lhes o que ele queria que eles fizessem.

Graças a Deus, São Vicente prestou atenção às experiências dele

Vicente prestou atenção às próprias experiências. Vicente viu a força por misericórdia em um esforço desorganizado para socorrer uma necessidade urgente. Ele prestou atenção nisso e… organizou isso.

J. Patrick Murphy, nas suas reflexões sobre a vida de Vicente, escreve…

“Em um segundo famoso sermão muitas pessoas foram motivadas a levar alimentos e remédios para uma família pobre. Eles fizeram uma verdadeira marcha na estrada até a casa da família. Vicente olhou e imediatamente percebeu que havia grande caridade, mas era mal organizada. Seu maior dom de servir o pobre era sua habilidade de organizar o esforço – a primeira vez na história do mundo.

Lição: preste atenção às suas experiências; você pode descobrir sua grande contribuição.”

Vicente prestou atenção às suas experiências. Ele olhou para os problemas e encontrou a abertura para uma nova abordagem do serviço. Ele perguntou: “há algo mais que eu posso fazer?” Talvez, de maneira mais importante, ele perguntou: “existe algo mais que nós podemos fazer?” Essas questões tornaram-se padrão para sua vida.

Ele percebeu que Deus estava falando com ele por meio de situações humanas trágicas.

  • o estado miserável dos pobres do país,
  • o desejo de mulheres de servir de modo próximo a eles,
  • a péssima educação do clero,
  • as crianças abandonadas nas ruas de Paris,
  • as guerras devastadoras nas províncias.
  • etc.

Em cada uma dessas situações, ele olhou e descobriu novas formas de serviço. Ele foi capaz de fazer isso porque ele contemplava na ação. Ele recuou dos detalhes diários e tornou-se uma das mais criativas forças de seu tempo.

Prestando atenção às nossas próprias experiências

Como podemos aprender a ver oportunidades em ameaças e problemas?

Precisamos ser “místicos da caridade”, um conceito que nós estamos recentemente redescobrindo. Precisamos ser pessoas que rezam a partir dos título das notícias. Enquanto rezamos, podemos aprender a escutar a criança dentro de nós perguntando : “por quê?” Todos passamos pelo estágio do crescimento do “por quê”. É muito ruim parecer que nós “crescemos” excessivamente.

Ser um místico da caridade significa recuperar nossa habilidade de marvavilha-se no contexto da visão do reino.

Sessões de escuta para nossas próprias vidas

  • Com que frequência nós falamos como Deus ao invés de olhar com os olhos de Deus?
  • Estou disposto a olhar de maneiras diferentes de fazer as coisas?

Pin It on Pinterest

Share This