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Lições aprendidas durante a pandemia. 12: Acompanhamento de prisioneiros libertos durante a pandemia

por | set 16, 2020 | Formation | 0 Comentários

A cada semana, um membro da Família Vicentina partilhará conosco uma experiência vivida nestes últimos meses. A partir do íntimo de seu coração, irá propor uma mensagem de esperança, porque (estamos convencidos) também podemos tirar lições positivas desta pandemia.

Dostoievski escreveu: “O grau de civilização de uma sociedade se mede pelo cuidado a seus presos”. Assim também, nosso cuidado aos prisioneiros revelará nosso verdadeiro ser.

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Dee Mansi,
AIC, Reino Unido

As prisões estão fechadas. Isto quer dizer que cada prisioneiro passa no mínimo 23 horas por dia fechado em sua cela. Portanto, os homens e mulheres que atualmente cumprem suas penas na Inglaterra e País de Gales estão fechados e isolados, e muitos deles lutam inclusive para manter contato com seus familiares e amigos. As visitas dos membros da AIC do Reino Unido nas prisões foram suspensas.

No entanto, temos boas notícias sobre a superação das dificuldades para acompanhar aos presos que são libertados da penitenciária. “Steve” necessitava de apoio, porque sua família o havia rejeitado. Lamentavelmente, devido às restrições do confinamento pela pandemia, nossa equipe de acolhida a preso libertos não pôde reunir-se com ele na saída da penitenciária. Estando num mundo que não reconhecia mais, utilizou parte de um auxílio que recebeu ao sair (46 libras esterlinas – que equivale a uns 58 dólares ou 51 euros) para percorrer através de Londres até seu oficial de liberdade de condicional. Este auxílio de 46 libras deveria durar por uma semana!

Steve usou a outra parte do auxílio para chegar até ao alojamento de acomodação temporária que havia sido preparada para ele. Foi aí que pudemos lhe ajudar, já que sua nova casa ficava a menos de 7 km de nossa equipe. Nos encontramos com ele em nossa dispensário de alimentos. Estava um tanto agressivo e na defensiva. Ao perguntar-lhe sobre suas necessidades, Steve explicou timidamente que somente tinha a roupa que estava usando e alguns poucos pertences pessoais numa mochila: necessitava de roupa íntima e uma outra muda de roupa. Incentivado a falar mais, ele me disse que sua receita médica havia sido enviada para uma farmácia perto da prisão. Fiz o pedido para que fosse enviada para uma farmácia próxima. O alívio e a gratidão de Steve eram óbvios, e nossa equipe sentiu-se eufórica com o resultado.

Aprendemos que não devemos pensar que tudo está bem só de olhar para alguém. As vezes, o comportamento é o resultado de uma profunda dor. Muitas vezes, suas necessidades físicas, espirituais e mentais estão ocultas. Nós os encorajamos gentilmente a confiar. Um pedido carinhoso ajuda para que as pessoas possam satisfazer suas necessidades. A reciprocidade do serviço acontece ali mesmo.

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