Os membros da Família Vicentina encontram a alegria e a razão de ser, servindo a Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, na pessoa dos Pobres.

Jesus é expressão máxima do amor misericordioso de Deus Pai. É, pois, preciso revestir-se dos sentimentos e atitudes de Cristo e viver concretamente seus ensinamentos.

O verdadeiro amor conjuga o amor a Deus e ao próximo, transforma o amor afetivo a Deus em efetivo no serviço aos Pobres. Dizia São Vicente: “Amemos a Deus, meus irmãos, com a força de nossos braços e com o suor de nosso rosto” (SV, XI, 40). Assim, o amor afetivo deve se tornar efetivo manifestado nos binômios fé e vida, ação e oração.

À luz do mistério da encarnação, São Vicente colocou a caridade no centro de sua vida de seguimento a Cristo, e assim dizia: “A caridade está acima de todas as regras e é preciso, pois, que todas as coisas a ela se relacionem. É uma grande ‘personalidade’, é preciso fazer o que ela ordena. Empreguemo-nos, pois, com um novo amor a servir aos Pobres e também procurar os mais pobres e abandonados; reconheçamos diante de Deus: Eles são nossos senhores e nossos patrões” (SV, XI, 393). A caridade “é um amor elevado acima dos sentidos e da razão”. É o amor vivido concretamente na ação generosa com os outros, sobretudo com os Pobres. A descoberta de Cristo no Pobre deve levar vicentinos e vicentinas a uma profunda experiência espiritual de encontro com Deus na prática da caridade, à vivência de uma profunda “mística da caridade”.

A exemplo de Vicente de Paulo e Frederico Ozanam, somos chamados a descobrir na prática concreta da caridade a suprema revelação da vontade de Deus, sentido último e razão de viver, lutar e trabalhar na construção do Reino. Esta experiência de fé nos torna abertos a Deus, fortalece nossas convicções para agir, comprometer-se e lutar contra todas as dificuldades.

Padre Mizael Donizetti Poggioli (Congregação da Missão-CM)
Assessor Espiritual do Conselho Metropolitano de São Paulo

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