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Um carisma em saída

por | set 27, 2021 | Formação | 0 Comentários

Há duas semanas escutávamos na segunda leitura um dos textos bíblicos que mais me chama a atenção e, para mim, mais se assemelha ao Carisma Vicentino. O texto, de apenas cinco versículos, traz uma mensagem clara e muito impactante para nós cristãos e membros da família inspirada em São Vicente de Paulo: “A Fé sem obras é morta.” (Tg, 2,26).

Escutando e lendo o texto, podemos analisar nossa vida como cristãos e vicentinos. Te convido a refletir: sou jovem, católico, vicentino, vou à missa todos os domingos, ajudo nos afazeres domésticos e me considero boa pessoa. Parabéns! Tudo isso é importante, mas e aí? Qual é o algo a mais, o nosso diferencial como cristão vicentino?

Aqui cabe mencionar que o Carisma de São Vicente de Paulo é um carisma mais prático que teórico. Em 1617, na França, o padre Vicente acompanhava todo o sofrimento dos mais pobres. Diante de tanta desgraça, ele optou por ir à ação para combater as injustiças da época, não ficou de braços cruzados. Vicente não ficou na zona de conforto, sua vida foi de absoluta entrega a Deus e aos pobres. Tinha uma fé viva, com obras concretas; vivia o Evangelho no seu dia a dia.

Respondendo à pergunta anterior, o nosso diferencial como membros da Juventude Mariana Vicentina é, como bem menciona a Carta de São Tiago, são as obras. Pra quê tenho fé se não a ponho em prática? A fé sem obras não vale nada, é morta. Guiados por Maria e inspirados por São Vicente de Paulo, temos ainda mais o dever de comprometer nos trabalhos sociais e colocar na prática a vivência da nossa fé. Precisamos ressuscitar nossa fé “colocando a mão na massa”. Podemos dizer que ter fé é fácil, mas ela precisa levar-nos a estender a mão àquele que sofre. Temos São Vicente como referência, que sem as “comodidades” que temos atualmente, ele buscaria levar o pão a quem passa fome.

No contexto social conturbado que vivemos, há muitas pessoas que precisam da nossa ajuda. Não podemos dar as costas para o nosso irmão que sofre. Vale lembrar que quando não atendemos ao estrangeiro, enfermo, nu, prisioneiro e/ou ao estrangeiro, estamos deixando de atender ao próprio Cristo. “Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim”, (Mt 25: 44,45).

O mundo está doente, com muitas misérias, então o que precisamos fazer para ajudar a combater as injustiças? Temos que mudar as estruturas. Mas como podemos fazer isso? Usando uma metáfora muito conhecida dentro da Família Vicentina: damos o peixe àquele irmão que tem fome, mas ensinamos a pescar. Se ajudamos diariamente ou a cada semana ele não vai sair dessa situação de pobreza. Temos que ajudá-lo e guiá-lo para que possa seguir em frente com as próprias pernas.

Me atrevo a dizer, meus irmãos e irmãs, que não estaremos no Reino dos Céus se não cumprirmos o mandato de Jesus. Não nos salvaremos só com fé e nem somente com as obras. A fé e as obras devem andar juntas. Peçamos perdão a Deus por todas as vezes que negligenciamos ajuda aos mais pequenos e que Ele nos ajude a ser melhores pessoas e, assim como São Vicente fez, possamos ser testemunhas de alegria de ser cristãos de verdade.

André Peixoto,
Jornalista,
Membro da JMV e ex-voluntário de língua portuguesa do Secretariado Internacional

Fonte: http://jmvbrasil.org/

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