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“Já não existem estrangeiros, mas só irmãos”, diz Religioso de São Vicente

Irmão Agenor Lima apresentou o tema: “Eu era estrangeiro e me acolhestes” – Contra as pobrezas, agir juntos

Tornou-se comum, nos últimos anos, acompanharmos pelos meios de comunicação as chocantes imagens de refugiados em périplos desesperados em busca de um local mais seguro para viver. Muitas vezes, a vida não resiste às dificuldades enfrentadas pelo caminho.

Fazendo um paralelo entre a situação atual que atinge pessoas em diversos continentes e o que passou povo hebreu, com escravidão e êxodo como descrito no Antigo Testamento, o irmão Agenor Lima apresentou durante o XIV Encontro Nacional da Família Vicentina os desafios enfrentados pelos estrangeiros e a postura que a Família Vicentina precisa ter diante dessa realidade. “Já não existem estrangeiros, mas só irmãos”, enfatizou.

No Brasil, a questão dos imigrantes vem tomando grandes proporções, apesar de não ter o devido destaque na mídia. Os casos mais visíveis são dos haitianos que entram no país pelo Acre, mas também existe um fluxo de venezuelanos por Roraima, além de bolivianos que trabalham em situação análogo a de escravos em São Paulo. Prostituição também está entre as chagas enfrentadas pelas estrangeiras.

Um dos desafios da Família Vicentina no Brasil é fazer um trabalho prático conjunto com vistas a auxiliar os pobres e, nesse ano em que se comemoram 400 anos do Carisma Vicentino, algum trabalho com os imigrantes. Atualmente cada ramo da Família desenvolve milhares de obras de Caridade, mas existe uma dificuldade de ser criar uma iniciativa conjunta, que poderia somar esforços, dons e vocações diversas em prol de um serviço diferenciado aos necessitados.

“Mantemos um monte de estruturas, e o nosso povo está morrendo”, disse Agenor, pedindo que os diversos ramos da Família Vicentina não encerrem suas preocupações na administração de patrimônios e questões administrativas, mas que foquem, cada vez mais, mais no serviço que prestam ao povo vulnerável.

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