últimas notícias sobre o COVID-19

Um dos aspectos mais belos na vida da Sociedade de São Vicente de Paulo é a unidade e a sinergia que reinam entre seus membros quando o assunto é a promoção dos mais carentes. Não há divergências entre nós, confrades e consócias. Só há certezas: nosso trabalho deve ser focado na evangelização, em busca de uma vida mais digna para aquelas pessoas mais necessitadas, em nome de Cristo, para a glória de Deus.

Essa unidade se constitui um aspecto diferencial no cotidiano da SSVP que, inclusive, nos distingue de outros movimentos e pastorais. Ao mesmo tempo em que gozamos dessa unidade, cada um de seus membros é, naturalmente, diferente. Cada confrade e consócia tem sua cultura, seus talentos, suas experiências de vida, suas origens, as escolas onde estudaram, as diversas influências que tiveram, etc. Mas quando o desafio é resolver o problema dos pobres, aí somos completamente alinhados, unidos, afinados, convergentes.

É claro que, na gestão dos Conselhos e das Conferências, podem até surgir conflitos e debates de ideias que, até certo ponto, podem ser fortes e contundentes. Afinal, somos humanos e pecadores. Mas a discussão fica por aí: tão logo o consenso é atingido, passamos a falar a mesma língua, todos defendem o mesmo ponto de vista, proferindo o mesmo discurso. Essa “unidade na diversidade” sempre me encantou e esse foi um dos motivos que me trouxeram para a Sociedade de São Vicente de Paulo.

Ao mesmo tempo em que conseguimos alcançar a “unidade na diversidade”, outro desdobramento acontece automaticamente: a busca da santidade. Se estivermos unidos, embora pensemos diferentes, temos muito mais chances de atingir a santidade que é a razão do nosso trabalho perante as pessoas que sofrem. Como já nos ensina a Regra em sua parte internacional (item  2.2), os “vicentinos são chamados a caminhar em conjunto para a santidade”, mesmo “conscientes de suas próprias fraquezas e da sua vulnerabilidade”.

Esse caminho para a santidade acontece não só nas visitas aos pobres, na participação no cotidiano da SSVP ou na vida de oração na Igreja, mas também quando cada confrade e cada consócia se desapega de seu próprio parecer, buscando a convergência de opiniões em decisões consideradas polêmicas. Essa forma de agir, conciliatória e amistosa, é que nos impulsiona para a santificação pessoal, num clima de serviço a quem mais sofre. É necessário ser flexível e tolerante.

Assim, queridos vicentinos da SSVP e demais membros da Família Vicentina: somos realmente diferentes, únicos, mas unidos em Cristo e irmanados no sofrimento dos pobres. Por isso, a caminho da santidade, podemos até divergir, mas encontramos o consenso com a ajuda do Espírito Santo que suaviza nossos corações e nos dá o entendimento de que nosso papel, como Igreja e voluntário, é muito maior que pequenas diferenças de opinião que, muitas das vezes, são arquitetadas pelo demônio que quer promover divisões.

Agindo com doçura, simplicidade, humildade, desinteresse e zelo, os vicentinos aprimoram sua vida espiritual e ajudam a construir um mundo menos desigual e mais solidário, servindo na esperança.

Renato Lima de Oliveira
16º Presidente Geral da Sociedade de São Vicente de Paulo

Tags:

1 Comentário

  1. Conselho Zona Gaia Norte/SSVP

    Muito bem assim estou eu a lutar no dia a dia quando me afigura uma situação idêntica.
    E difícil sim porque um assistido chateia e neste momento, desconfio disso.
    Um vicentino confia nos necessitados, eles tem que confiar sob pena de ficar sozinhos. Acho eu que ele optem por decisões menos difíceis.

    Responder

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Doar para .famvin

Ajude-nos a continuar a trazer-lhe notícias e recursos na web.

Pin It on Pinterest

Share This