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O 400º aniversário do começo do Carisma Vicentino – artigo de Félix Villafranca (CM)

por | jan 30, 2017 | Família Vicentina, Formação, Reflexões espirituais | 0 Comentários

Entendemos por carisma o conjunto de valores ou características de identificação de uma pessoa ou de uma instituição, que constituem sua essência, sua razão de ser e que, ao mesmo tempo, são como força motriz que move todas as energias de sua atuação e de todos os modos em relação com o mundo que rodeia.

Poucas instituições na igreja tem signos tão claros de identidade como a Família Vicentina (FamVin), conjunto de grupos humanos, dentro da Igreja, que tratam de viver, de maneira atualizada, dinâmica e criativa, o espírito do carisma vicentino.

Vicente de Paulo (1581-1660) é o santo eleito por Deus para dar vida ao carisma que leva seu nome: vicentino vem de Vicente.

Dois acontecimentos principais marcam o começo do carisma Vicentino. Os dois têm nome do lugar onde aconteceram: Folleville e Chatillon.

1 – Em Folleville, domínio da nobre família dos Gondi, em 25 de janeiro de 1617, Vicente prega um sermão sobre a conversão, mesmo dia da conversão de São Paulo. O sermão de Vicente tem tais efeitos que todo o mundo se move para fazer uma confissão geral. A perspicácia de Vicente o ajuda a dar-se conta da pobreza espiritual do pobre povo do campo; também do estado lamentável e da ignorância de seus sacerdotes. Aquela chama deu origem, com o tempo, às missões populares, que constituem a quinta essência dos Padres Vicentinos, de tal modo que o nome oficial dos Padres Vicentinos é“Congregação da Missão (CM)”.  A intuição e a visão prática de Vicente o levou, depois, ao descobrimento da urgência da formação do clero. Mas este aspecto excede, de momento, os limites desta pequena resenha.

Na visão providencialista de São Vicente, o sermão de Folleville em 25 de janeiro de 1617, marca a verdadeira origem da Fundação da Congregação da Missão ou dos Padres Vicentinos.

2 – Chatillon des Dombes, muito próximo daquele tempo, foi a primeira paróquia onde o jovem sacerdote Vicente exerceu como pároco. No domingo 20 de agosto de 1617, quase saindo do altar para celebrar a missa, os avisa que uma família está a ponto de morrer materialmente de doenças e fome. Vicente improvisa um sermão sobre a caridade que comove a todo o povoado. Aquela noite e nos dias seguintes sobrou de tudo naquela família. E, de novo, brilha o gênio criativo e prático do jovem Vicente: aquela avalanche de boa vontade e generosidade havia que organizá-la: nascem as Confrarias da Caridade. Aquelas regras básicas de caridade e o impactante movimento de solidariedade que, com o passar do tempo, produziu em diferentes setores da sociedade francesa, estão na origem da caridade.

Por isso, Vicente de Paulo é o Santo da Caridade, Padroeiro declarado da Igreja de todas as obras de Caridade; o grande santo do grande século francês. Daquela pequena chama, como a sarça ardente de Moisés, vão nascendo novos ramos que enchem de sentido o que hoje constitui a Família Vicentina, conjunto de instituições que tratam de viver, aqui e agora, o fogo da Caridade ensinado por um humilde sacerdote, da mão de uma grande mulher, Luisa de Marillac, que dão nome ao que chamamos, com orgulho, o espírito do carisma vicentino. Estes são alguns dos ramos desta pequena grande família que, de modo oficial, chamamos Família Vicentina, apesar de que são muitos outros. Inumeráveis obras e instituições nascidas na igreja, ao sopro inspirador do carisma vicentino:

1)    Padres Vicentinos ou Congregação da Missão, aprovada canonicamente pelo Papa Urbano VIII em janeiro de 1632.

2)    Filhas da Caridade, 1633.

3)    AIC (Associação Internacional de Caridade, antigas Confrarias de Caridade).

4)    Sociedade de São Vicente de Paulo, fundada por Frederico Ozanan (1813-1853) e seus companheiros (data de fundação, 23 de Abril de 1833).

5)    AMM (Associação da Medalha Milagrosa, a partir das Aparições da Medalha Milagrosa, 1830)

6)    JMV (Juventud Mariana Vicentina, antes Filhas e Filhos de Maria)

7)    MISEVI (Missionários Seculares Vicentinos, de recente criação).

Autor: Félix Villafranca CM

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